Hierarquia

A Umbanda foge as normas e dogmas de muitas religiões. Em uma frase, Pai Fernando de Ogum consegue de forma objetiva e resumida explicar a hierarquia: “a mãe ou pai-de-santo ditam as normas, a mãe ou pai-pequeno as acatam e os capitães de terreiro obedecem e as fazem cumprir.” 

Na nossa religião, não existem regras escritas ou normas. A hierarquia é composta por uma piramide, na seguinte ordem: 

PAI/MÃE DE SANTO – é quem dirige um terreiro de Umbanda e sua palavra tem a força da decisão. Não é nomeado e muito menos eleito: ele tem seguidores que acreditam e aceitam o que ele prega. É o chefe da comunidade que se abriga sob seu teto e o seu Orixá será sempre o chefe espiritual do terreiro. O Orixá cósmico do dirigente marca a linha de trabalho do terreiro e a entidade dessa linha que incorpora nele sempre será o chefe espiritual do terreiro que ditará todas as normas e regras para o seu funcionamento.

PAI/MÃE PEQUENO – é o substituto da mãe de santo, além de ter a obrigação de fazer com que os trabalhos sejam rigorosamente dentro da linha pré-estabelecida pelos dirigentes principais.

CAPITÃO – são os que auxiliam os trabalhos e cuidam das coisas do terreiro, mas jamais podem substituir as tarefas dos dirigentes maiores, a não ser que lhe seja especificamente autorizado para tal.

OGÃ E SAMBA – são os que cuidam da parte musical do terreiro, atabaques e do canto.

“Quem não sabe obedecer jamais vai poder mandar.” (Caboclo Akuan)

O soldado faz continência ao sargento, o sargento ao tenente, o tenente ao capitão, o capitão ao major, o major ao coronel, o coronel ao general e o general à Bandeira Nacional. Da mesma forma funciona um terreiro.